formacao

Como elaborar bibliografias com o EndNote Web? – Formação de Utilizadores na Biblioteca da FLUL

Destinatários: alunos 2º e 3º ciclo, docentes e investigadores FLUL.

Objetivos: Elaborar bibliografias de acordo com várias normas bibliográficas internacionais.

Programa:
1. Registo pessoal
2. Pesquisa e importação de referências bibliográficas a partir de bases de dados e de catálogos de bibliotecas;
3. Introdução manual de referências bibliográficas;
4. Arquivo e organização de referências bibliográficas;
5. Elaboração e partilha de pastas entre utilizadores;
6. Elaboração automática de bibliografias de acordo com várias normas bibliográficas internacionais;
7. Exportação de dados para outros gestores bibliográficos;
8. Utilização do Cite While You Write plug-in para formatar bibliografias no Microsoft Word;
9. Editar detalhes nas referências bibliográficas (adicionar notas, palavras chave e modificar campos);
10. Exercícios práticos

>>Ficha de inscrição

Para mais informações: bib.formacao@letras.ulisboa.pt

Biblioteca da FLUL

A Biblioteca da FLUL ao encontro dos Investigadores: o novo Serviço de Apoio à Pesquisa e Gestão do Conhecimento Científico

A Divisão da Biblioteca da Faculdade de Letras da ULisboa (FLUL) acaba de criar o Serviço de Pesquisa e Gestão de Conhecimento Científico (SPGCC), um novo serviço que pretende oferecer apoio aos investigadores das unidades orgânicas da FLUL, em todos os processos relacionados com a gestão dos dados e documentos científicos associados ao seu trabalho de investigação.

As principais áreas de intervenção do Serviço de Pesquisa e Gestão de Conhecimento Científico incluem a pesquisa em bases de dados científicas, gestão de citações e referências para a produção de bibliografias e currículos académicos, disponibilização de conteúdos no repositório da ULisboa, produção e gestão de indicadores bibliométricos, indexação e edição de revistas científicas em formato electrónico e publicação de artigos em revistas indexadas na Web of Science e SCOPUS. Numa fase inicial, o serviço apostará em três áreas distintas, mas complementares, de apoio ao investigador: a pesquisa e acesso à informação, a organização e redacção do trabalho científico e a publicação e visibilidade dos resultados do trabalho de investigação.

O novo serviço funcionará, também, em estreita ligação com alguns dos serviços já disponibilizados pela Divisão da Biblioteca da FLUL. O Serviço de Formação de Utilizadores preparou já um conjunto de sessões formativas, de grande relevância para os investigadores durante o seu percurso enquanto criadores de, e promotores, da Ciência. A oferta de sessões formativas já está disponível na página da Biblioteca e na Agenda online da FLUL; as inscrições estão abertas a todos os interessados. O Serviço de Referência da Biblioteca da FLUL irá contextualizar o Serviço de Pesquisa e Gestão de Conhecimento Científico através da implementação de um Balcão Único, cujo objectivo principal será a criação de uma base de informação comum, disponível online, para a equipa do atendimento ao público da Divisão da Biblioteca. O Serviço de Tratamento Documental e de Gestão das Colecções, por sua vez, irá estabelecer ligações com o SPGCC através da referência no catálogo de todos os recursos electrónicos subscritos pela FLUL e de outros recursos electrónicos não subscritos, publicados em acesso aberto e da indicação do ranking (Web of ScienceSCImago Journal Rank) atribuído às publicações periódicas que se encontrem referenciadas no catálogo.

O Serviço de Pesquisa e Gestão de Conhecimento Científico foi criado em consonância com os princípios e práticas da Ciência Aberta e em linha com a preparação de uma Política Nacional de Ciência Aberta (2016-2018), ambos definidos como prioridades pelo actual Governo, através do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, bem como em concordância com as políticas definidas pela Fundação da Ciência e Tecnologia (nos domínios do Acesso Aberto a publicações científicas e da disponibilização de dados, e outros resultados, de projectos de I&D).

evento_paradoxal-940x529

Exposição | “A IMAGEM PARADOXAL: Francisco Afonso Chaves (1857-1926). Parte II”

Inaugurou no dia 9 de fevereiro, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência a exposição “A Imagem Paradoxal: Francisco Afonso Chaves (1857-1926). Parte II”. Uma exposição, com curadoria Victor dos Reis e Emília Tavares, dedicada ao trabalho do naturalista açoriano.

Francisco Afonso Chaves nasceu nos Açores e o seu trabalho científico e fotográfico é muito pouco conhecido dos portugueses. No entanto, quer numa quer noutra vertente, Afonso Chaves foi nacional e internacionalmente reconhecido. Dedicou toda a sua vida ao estudo da natureza, em múltiplas áreas, como as ciências naturais, a vulcanologia, a sismologia e a meteorologia. Esteve na base da criação do sistema meteorológico português. Interessou-se por museus e teve um papel crucial na criação do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada. Em todas estas áreas, o papel da fotografia – principalmente a fotografia estereoscópica – foi fundamental.

Exposição temporária patente até dia 28 de maio

 

 

 

cropped-capaflul1.jpg

História da Biblioteca da FLUL

A Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) tem uma história de mais de um século e meio, com origem na Biblioteca do Curso Superior de Letras (CSL), instituído pelo rei D. Pedro V, em 1858.

Entre 1859, ano da sua fundação, e 1959, quando se instala no edifício da FLUL projectado pelo arquitecto Porfírio Pardal Monteiro para a Cidade Universitária, a Biblioteca da FLUL funcionou nas instalações do Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, no Bairro Alto, sede, desde 1834, da Academia das Ciências de Lisboa, instituição que cedeu, a pedido do rei D. Pedro V, espaços para a instalação do CSL, transformado pelo Decreto com força de lei de 22 de Março de 1911, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que aí permaneceu até 1958.

No final da década de 1980, a Biblioteca entrou numa fase de reorganização e modernização, iniciando o processo de informatização, do qual foi pioneira na Universidade de Lisboa. Integra, desde a sua criação em 1998, o Sistema Integrado de Bibliotecas da Universidade de Lisboa (SIBUL), participando na manutenção diária do  Catálogo Colectivo das Bibliotecas da Universidade de Lisboa.

Em 2000 foi inaugurado o novo edifício da Biblioteca, com uma área coberta de cerca de 6.600m2, projectado pelo arquitecto holandês Harro Wittmer, localizado a norte do edifício projectado pelo arquitecto Pardal Monteiro,  destinado a acolher a até então designada Biblioteca Central e as vinte e duas pequenas bibliotecas que se encontravam na dependência dos vários Departamentos e Institutos da FLUL, com a qual se fundiram para dar origem à Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Concomitantemente à transferência da Biblioteca para o novo edifício, procedeu-se à mudança e adaptação da respectiva estrutura organizacional e funcional, materializada na criação, em 2005, da Divisão da Biblioteca, uma das cinco que integra a actual estrutura de serviços da FLUL, de modo a responder eficazmente aos desafios e exigências dos seus utilizadores.

cartaz-jose-regio-1

José Régio, a censura e a política

Foi lançada no dia 13 de fevereiro a exposição bibliográfica e iconográfica sobre a vida e a obra de José Régio intitulada A Acção repressiva do estado novo na vida e na obra de José Régio. A mostra pode ser conferida na Galeria de Exposições da Biblioteca da FLUL até 28 de Fevereiro de 2017. Segue abaixo texto introdutório, assinado por João Francisco Marques.

 

“De muito cedo deixou Régio bem expressa a decidida vontade de seguir o seu caminho: artista, crente e cidadão, iria apenas por onde e para onde o levassem os «próprios passos». Pertencentes aos mais desvairados quadrantes, bem tentaram outros aliciarem-no, «com olhos doces», a vir “por aqui ou por ali”. Nem o charme da sedução ideológica, nem imperativos de causas reforçadas pela premência do combate se sobrepuseram ao que tinha como seu desígnio. Principiou só, e apenas obedecendo à sua consciência terminou as andanças pelo mundo. Em Agosto de 1969, sem pressentir a morte que se abeirava, escrevera: «desde a extrema juventude sempre tenho defendido, exigindo para mim próprio e para outros uma independência que evidentemente desagrada a todos os partidos». Cumpriu até à última estância a proclamação juvenil do Cântico Negro, «aceite se declamado, repelido se vivido», que incluíra em «Poemas de Deus e do Diabo», de 1925, primeiro produto em livro do seu «exigente fado» que seria abraçar a «vocação de escritor, «ensaiar certas análises psicológicas», intrometer-se ou ver-se intrometido, nos embates do bem e do mal, ensaiar fugas místicas ou metafísicas». Para tanto, dois ditames programáticos logo seguiu: «a minha Arte será completamente livre de toda a regra que não seja o meu Sentir»; estar fora de todas as doutrinas, de todos os sistemas e de todas as escolas, para melhor poder aceitar e compreender uns e outros». Assim, passaram a ser amadurecidas e responsáveis quaisquer das escolhas publicitadas. Na verdade, como poderia de outra forma manter a firmeza e coerência face a duras críticas, polémicas frontais, ataques vesgos e silêncios provocantes? Da têmpera de Sá de Miranda, clássico de sua estima, de carácter se mostrou: «homem de antes quebrar que torcer».

No Diário que inicia em 1923, «com notável irregularidade», falou de si, dos outros e do mundo que o cercava. Manteve- o aberto até três anos antes de se despedir da vida, deixando, esparsas, confidencialidades, algumas contidas, sempre poucas para o leitor de hoje, acerca da censura política que sofreu e da actividade política em que interveio, sendo, por seu paradigmático significado, de importância rememorar, como sucede, através desta exaustiva e cuidada exposição documental.

Livre e autêntico, como homem e escritor, sempre José Régio corajosamente se mostrou, mesmo que outros, “amigos, colegas, parentes”, discordassem do que, porventura, de sua pena saía, e do que, por certo, de atitudes tomadas se deduzia. Nenhuma hesitação tinha em recusar alinhamentos e contributos, fossem por quem fossem solicitados, se contrariassem a sua consciência. Assim se entende a autenticidade deste comentário, já com anos e anos decorridos sem retrações e recuos de natureza ética, escrito a 7 de Julho de 1949, sobre a sua «aliás escassa actuação como político», em que confessa: «O ponto de vista moral será sempre o fulcro de qualquer minha actividade social ou política. Quem, porém, de tudo isto concluísse falta de sinceridade nessas minhas intervenções, não faria senão um pobre juízo simplista». Inquieto, atormentado e sofredor com as imperfeições, sedento de absoluto e de penetrante acuidade para com a sua conflituosa constituição fisiopsicológica, discorre: «não faço o que me proponho, ou resolvo, ou quero fazer: faço o que quer a minha natureza profunda». Foi a rebeldia o fado de quem ao mundo viera «só para desflorar florestas virgens». E, na arte como na vida, ergue-o «como facho a arder na noite escura», muito embora sentisse «espuma, e sangue e cânticos nos lábios». Não tardaram, desta sorte, os embates do escritor e do cidadão com a máquina repressiva do Estado Novo, autoritário e ditatorial. O romance Jogo da Cabra Cega, datado de 1934, em que o debate de ideias se cruza com análises intimistas freudianas e outras de acentuada crueza sexual, foi proibido de circular e a edição alvo de confisco, porque moralmente condenável, só escapando certo número de exemplares que, «à socapa», se venderam. No fundo, a ficção não era mais que o fruto do quanto “cavava e escavava” no seu húmus subterrâneo, e das rajadas ciclónicas sopradas em sua carne por «um vendaval que se soltou». Quando, em 1963, a editora Portugália, apostada na publicação da obra completa de Régio, solicitara autorização para incluir o romance condenado, o despacho do censor incumbido da leitura, Major José de Sousa Chaves, de 23 de Março desse ano, concedia-a, por atender a que o autor era «notável poeta» e ocupava «um dos lugares primaciais da actual literatura portuguesa». Porém, não sem reservas; pois, continuando a reconhecer “ponderosos” os motivos que impediram a circulação em 1934, dado conter «largas descrições de um realismo assaz escabroso», sugeria que fosse permitida a sua reedição, mas com condições restritivas, tais como: «não ser reeditado em separado, isto é ser incluído num volume com outras obras, não lhe ser permitida propaganda, nem exposição ao público». Audácia e perseverança não lhe minguavam, para que a sua literatura fosse o que entendia ser a função de toda literatura: não fim, antes meio de «desinteressada expressão e livre comunicação do humano», – do «integral humano». Indiferente ficava à ironia dos que o consideravam «fechado em si» ou«milical». E desafia, contrapondo: «Todo o artista fala dos outros quando de si, e de si quando dos outros, porque através dum homem, que é, fala do homem». Na altura em que campeava, dominante e dominador, o neo-realismo

 

social, na polémica com Álvaro Cunhal, em 1939, que lhe contestava os artigos publicados em Seara Nova, «Cartas intemporais do nosso tempo», sustentou: «tanto me interessa, em literatura, os problemas ou dramas da miséria ou da fome como os da consciência, do sentimento, do pensamento, do instinto». O seu primeiro romance, Jogo da Cabra Cega, que acreditava vir um dia a circular, traduz por inteiro esta opção. Só que, desejando acentuar ainda mais o que declarara, acrescentou: «Não distingo, pois, os livros por uma distinção das classes dos personagens, não avalio a humanidade de uma obra pelos partidismos, dogmatismos, exclusivismos e restrições do autor, e, muito longe de considerar as características de actualidade e localidade valores da obra de arte ou, em geral, das obras do espírito) julgo que, actuais e locais ou não, só são realmente grandes aquelas obras que o selo da eternidade e da universalidade distingue». Porque admirar a conjura do silêncio, a juntar à censura política estadonovense de senho cultural, que certa imprensa e intelectuais ideologicamente “comprometidos” rodearam a sua obra literária? Era a moeda a pagar pela independência assumida, ao assegurar: «nunca vou por ali /Prefiro escorregar nos becos lamacentos,! Redemoinhar aos ventos,! Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,! A ir por aí». Independente, sim, mas sempre tolerantemente compreensivo. Doi-lhe as interpretações ambíguas. Por isso, apressava-se a esclarecer, quando, andava-se por 1956, o acusavam de se empenhar «mais em combater o comunismo e o cabotinismo do que certas outras tiranias». Invocando não poder pronunciar-se sobre a situação portuguesa senão em “curtos intervalos eleitorais” de alguma liberdade de imprensa, respondia: «Antes de tudo, ainda considero mais perigosos para a cultura o Comunismo e o Cabotinismo do que a tirania Salazarista, – por sua própria natureza efémera. O Comunismo, porque tem uma amplitude e porventura um futuro incomparáveis com os arranjozinhos domésticos do nosso chefe. E o Cabotinismo, porque é um mal eterno da natureza humana, que tem de ser combatido em todos os tempos».

O seu teatro, – porque sentia haver nascido «para escrever peças como quem escreve poemas!» –, isto é: «por uma necessidade intrínseca de dar expressão espectacular a problemas, conflitos, casos, que lhe são próprios», foi alvo das garras da censura, como seria de prever. Se Benilde, considerada a «melhor peça do último meio século», não esteve, nos fins de 1952, mais que 15 dias em cena no Nacional, o facto será de repartir pela fraca afluência do público e por pressões de esferas católicas radicais. Melhor sorte não viriam a ter as tentativas iniciais da representação entre nós de Jacob e o Anjo, só em 1969 levada ao palco, no Teatro da Estufa Fria. Mas foi, sobretudo, contra A Salvação do Mundo, tragicomédia em três actos que «canta o louvor da boa-fé, da boa vontade, da sinceridade, da ingenuidade superior e luminosa» – que a censura ministerial despejou a metralha. Peça admirável, no parecer de Pedro de Moura e Sá, membro do Conselho de Leitura do Teatro Nacional, que votou a sua aceitação, o dramaturgo, ressaltando-lhe o espírito evangélico, reconhece que «persegue e condena todos os formalismos ocos ou fanatizações», como «também (consequentemente) lança ao ar algumas carapuças que algumas cabeças apanham». Só que o responsável pela proibição fora o ministro da Educação, Pires de Lima. Decisão que o autor comenta, em seu Diário (11-12-1952), poder, no futuro, ser «uma vergonha para esta situação política», sem ainda deixar de perguntar a si próprio, «se os católicos não terão tido influência em tal proibição». Quase duas décadas mais tarde e a meses de sua morte, no artigo publicado a 12 de Março de 1969, no suplemento literário de A Capital, sob o título «Comentário. Teatro Português», Régio faz velada crítica a Marcello Caetano, presidente do Conselho, a quem uma companhia teatral de Lisboa, querendo pôr em cena a peça Jacob e o Anjo, solicitara, bastantes anos antes, ao então ministro da Presidência, através do Secretariado Nacional da Informação (SNI), um subsídio pelo fundo de Teatro, para a montagem, no “Monumental” pela companhia de Vasco Morgado, que se previa dispendiosa, não sendo «muito de esperar um tão bom êxito de bilheteira que pusesse a coberto as despesas». Apesar de a peça ser reconhecida por «muito boa, cheia de espiritualidade e poder dramático», recebeu a petição uma recusa, com a «surpreendente explicação que «não seria acessível a qualquer vasto público». Em carta a um dirigente da União Nacional de Portalegre, o Dr. Armando Sampaio, amigo do escritor, Marcello Caetano justificaria a recusa, como aliás Régio, no seu Diário (03.09.1950), refere. Não desejando enfatizar este caso seu, mas com óbvio pretexto nele, faz o dramaturgo no mencionado jornal o comentário seguinte: «Os subsídios eram então concedidos, parece, àquelas peças que precisamente os dispensariam, pois, facilmente aceites por um público numeroso, apresentavam condições de compensatório bom êxito de bilheteira». E lamenta que, por estas lógicas demagógicas, se sacrificassem as criações artísticas que «formam a cultura teatral dum país e dum povo». A propósito, e só como achega complementar às derivas da política do espectáculo seguida pelo Estado Novo que não “dava para entender”, transcreve Régio, no Diário (Junho de 1956), a carta escrita a seu irmão João Maria e aí conta, que, na programação de 30 anos de cultura, a Emissora Nacional, sem de resto lhe pedir autorização, e de, após «grande resistência à montagem radiofónica, de Jacob e o Anjo, só fora a mesma «levada a efeito por intervenção do Ministro da Presidência», o próprio Marcello Caetano. O curioso é haver, na altura, algumas bizarras directivas censórias , como a da redacção do diário O Comércio do Porto que apenas autorizava o crítico oficial da sua página literária a tratar dos livros que iam saindo, motivo que levou Régio a suspender a colaboração, em Outubro de 1957, justificando: «Sou eu próprio um escritor contemporâneo, e não posso aceitar que, nas páginas literárias dos jornais, só os problemas dos escritores mortos sejam livremente versados». Ao considerar que seu teatro era válido, porque «profundamente sincero:

 

Eu não faço peças: Exprimo-me em Teatro», podia afirmar: «para mim, toda a obra de arte sincera é, consciente ou inconscientemente, propaganda: mas propaganda tão-só, do que o artista profundamente sente, pensa, quer». Em tal suporte assentava a sua independência e, serenamente livre, colaborava «em várias publicações católicas, nacionalistas e avançadas», sem que fosse católico, e nacionalista, «senão muito a modo». Entendia esta profissão de fé em perfeita sintonia com o seu activismo: «considero-me eu próprio, em política, um avançado, pois me considero democrata, socialista, e cristão: três características, quanto a mim, do “permanentemente avançado”, – as quais muita gente considerará inconciliáveis, mas eu não». E mais dizia: «Sou ao mesmo tempo, um contemplativo e um batalhador; (embora um batalhador de gabinete cuja arma é a pena)».

No que respeitava à res publica, actuava na fidelidade a este ideário, como seu mestre António Sérgio, com “quem aprendia sempre, mesmo quando dele discordava”, seguindo-o «nas questões de ordem politica, social, pedagógica». Entrado na maturidade, com verdade, de si, dizia: «Sou um homem terrivelmente experimentado por muitas coisas. Sob exteriores calmos e banais, a minha vida tem sido uma contínua luta». Ao chegar certa hora, urgindo a sua colaboração na actividade política, interveio com essa sabedoria de experiência feita. Generoso, mas doseado na entrega pelo psicólogo crítico, o pessimista a roçar o mentalmente cruel, o cínico sem dúvida subtil, Régio entrou em 1949, na campanha de propaganda do General Norton de Matos para a presidência da República, fazendo parte, no distrito de Portalegre, de mesas em comícios organizados pela facção democrática, embora sem usar a palavra. A atitude, para um professor do ensino oficial, funcionário público «escassamente político», mesmo só tendo algumas velhas antiguidades, era em extremo arrojada pelo risco de uma exoneração compulsiva. Seria, porém, fraqueza declinar o convite dos que dele esperavam qualquer do género que «dificilmente suportaria». Nem outro sentimento o animara, tempos antes, em 1949, ao declarar a sua solidariedade ao Movimento de Unidade Democrática, sem dúvida simbólica. Se não experimentava, no momento, um grande entusiasmo, era sincera a sua adesão cívica de democrata convicto, imperada por uma consciência ética como reconhece: «Verdadeira paixão, nunca a pus, portanto, nessa minha aliás escassa actuação como político, ou, se pus essa paixão, foi contra coisas que, do ponto de vista moral, condeno e odeio. O ponto de vista moral será sempre fulcro de qualquer minha actividade social ou política». Marcantes ficaram os artigos que publicou, com «algum sucesso local e até extra-local», em A Rabeca, semanário portalegrense: a 19 de Janeiro de 1949, «Entre dois regimes», que tal era a opção eleitoral a fazer-se, isto é, querer-se um regime político de «livre existência das diversas correntes ideológicas da nação, chamadas todas a colaborar no bem comum», ou «um regime em que não haja partidos, mas um regime dum partido único, pela força mantido no país»; a 26 de Janeiro «Perguntas Indiscretas», sendo o núcleo das questões levantadas a soporativa glorificação messiânica de Salazar e a demasiada subalternidade do Marechal Carmona, o candidato às presidenciais, bem como a depreciação do conceito de liberdade, defendido pelos opositores democratas, identificado «com desorientação e licenciosidade conducentes ao comunismo, a que Régio contrapunha o, para si, problemático devir «do Estado Corporativo, do Estado Novo, da Democracia Orgânica, da Situação, após o inevitável passarnento» do Chefe do Governo. Para o diário lisbonense A República, enviou dois artigos: «O recurso ao medo», cortado na íntegra pela Censura, mas correndo depois num clandestino folheto de propaganda, Depoimento contra Depoimento, editado pelos Serviços Centrais da Candidatura; e «Ordem e desordem», de que apenas permitiram a publicação de «uns fragmentos desconexos», sob o título de Algumas Palavras de José Régio», enquanto os demais intervenientes podiam ver livremente estampado o que escreviam. Por estratégia antecipada dos comunistas e comunizantes», o General Norton de Matos, – a quem não via «o espírito, o carácter do que […] seria o ideal representante supremo da Democracia portuguesa» –, por pressão e suspeitando «estar a ser traído desde o princípio», acabou por desistir de se apresentar às urnas. Acentuou-se, assim, a sua descrença na militância política, com sinais imediatos. No Diário, a 12 de Dezembro de 1950, é notório o desalento face à panorâmica oferecida pelo estado dos blocos mundiais em cena, pois escreve com fria e arrepiante lucidez: «Não creio no marxismo: que me parece mutilar o homem: quer por desconhecimento, quer por deliberação. Menos creio na Rússia de Staline, que, à sombra de uma ideologia internacionalista, criou um novo imperialismo; e um imperialismo de bárbaros. Detesto o Capitalismo, com todas as suas monstruosas aquisições. A América – única força capaz de se opor à Rússia – oferece um confuso espectáculo em que se debatem aspirações porventura generosas com um super-industrialismo cego, um tecnicismo desvairado sufocante, um insaciável anseio dos prazeres materiais, cultura fácil, vida vertiginosa, variações intensas e superficiais. O terror da China pesa sobre a Europa. A França está velha e podre – apesar de insistir na pretensão ao primado da cultura europeia. […] A Inglaterra está pobre, e a contas com os seus próprios problemas. (Todavia, ainda é de lá que nos vem a esperança dum socialismo inteligente e humano!). A hostilidade profunda que a separa da América dificilmente permitirá uma colaboração que poderia ser muito fecunda» Alemanha não recairá no fascismo, mas pode ceder à «mística de desforra». A Espanha, retalhada pelas feridas da guerra civil, talvez não atinja «qualquer unidade», após ser libertada de Franco «palhaço que a domina». Quando, via António José Saraiva, lhe chega em Junho de 193 um convite, «seco e digno», para aderir ao Conselho Mundial da Paz, confessa ser quase completo o seu desinteresse pela política «tanto nacional como mundial», embora tivesse assinado, havia pouco, por

 

diligência de António Sérgio, «mais uma dessas inúteis exposições ao Estado sobre as próximas eleições de deputados». Reconhece que estava, sem o querer, perdendo qualquer fé na Democracia». E, se pode soar a dúbias atitudes as que a esse nível toma, protesta ao afirmar serem, todavia, «profundamente» sinceras. O acto eleitoral a ocorrer em Outubro e a dinâmica partidária da Comissão Promotora do Voto, receberam então a sua recusa, a participar em reuniões, esclarecendo em carta ao Mestre: «eu sei que a minha acção política pessoal será sempre muito limitada – dar um nome, ajudar às despesas com uns pobres escudos, escrever quaisquer linhas de longe em longe». Na campanha eleitoral de 1958 para as presidenciais, protagonizada pelo General Humberto Delgado, assinou a proclamação dos democratas, mas sem que desse algum passo mais: sentia-se incapaz de aderir a semelhante forma de actividade que a propaganda política exigirá por lhe parecer «antagónica do melhor espírito democrático». Quis-se, no entanto, bem à margem de qualquer activismo. Não resistiu, porém, a publicar em A Rabeca, de 4 de Junho desse ano, o artigo de opinião «Diversidade e Colaboração da Família Portuguesa», demarcando-se de uma união que se confundisse com uniformidade, para mais obtida pelo «abuso da força» e pela arbitrariedade. Faz sérias reservas à multiplicação dos partidos, para logo adiantar que «o domínio do partido único não pode ser senão um acto de violência». Mais: «A existência da censura, o enfraquecimento da cultura, o afastamento dos melhores tantas vezes em favor dos mais subservientes – são consequências fatais dum partido único»; que, de resto, ofende a «dignidade do homem», enquanto a democracia é «a mais racional e moral das ideias políticas, até a mais cristã».

Se os pretextos eleitorais iam deixando de registar a sua participação, factos de suma importância política, humana e cultural agitaram o país, do povo às elites, ao longo da década de 60 até Régio deixar o reino dos vivos: o problema da guerra colonial, a crise académica de 1962, a amnistia dos presos políticos e as represálias contra a Sociedade Portuguesa de Escritores por ter atribuído o prémio ao ficcionista angolano Luandino Vieira, cujo romance Luuanda a censura retirou de circulação. A assinatura do poeta, em sintonia e apoio com as exposições argumentativas dos subscritores nos textos formais de protesto, era prova de que perfilhava os ideais de sempre: defesa de soluções eficazes e pacíficas e inteira solidariedade com as vítimas de injustiças e prepotências. Por compreensível e fundamente polémica, era, no entanto, a questão ultramarina. O assunto, de sua natureza em extremo complexo, quer político, sociológico e cultural, revestia-se de tão enorme delicadeza que cavou divergências e motivou aproximações entre oposicionistas e situacionistas.

Sereno e corajoso, não se esquivou a tratá-lo na imprensa diária, suscitando insultos grosseiros e ameaças de violência. Em O Comércio do Porto, de 27 de Novembro de 1960, no artigo «Mundo Português», Régio expressou o seu conceito desta realidade geo-histórica, de legítima posse lusa, por descoberta e conquista, «num tempo em que as descobertas eram possíveis e as conquistas legítimas»; enquanto num universo anímico tinha especificidade própria em seus «usos, costumes, condutas, particularidades, criação artística e literária». Ignorá-lo, soaria a «ser mau português. Ou nem o ser». Perante o desencadeado somatório de ataques e discordâncias explicou-se, no mesmo jornal, a 11 de Dezembro, com «Patriotismo e patrioteirismo», interpelando os contraditores, escondidos sob “faciosismos disfarçados” e anónimas hipocrisias, com o repto desafiador: «abandonados por nós, quaisquer territórios portugueses de além-mar ou cairiam na anarquia, na selvaria, dos instintos à solta, ou haveriam de se submeter a qualquer potência estrangeira». Discutível, sem dúvida; mas era a sua opinião e sinceramente a defendia. Se inimigos tinha, com muitíssimos mais ficou a contar e de quadrantes diversos. No entanto, a atitude pessoal que sobretudo o magoou foi a de Vergílio Ferreira que, em sinal de ostensivo protesto, transmitiu-lhe a desistência do compromisso firmado com a editora Arcádia, para a colecção «O homem e a obra», do estudo crítico-biográfico sobre o escritor vilacondense que lhe respondeu em carta reveladora de 18 de Junho de 1961, deixada no seu espólio, hoje já publicada. Do notável documento, ressalta a surpresa da intolerância do colega ao lembrar-lhe: «Sem ofender ninguém, sem atacar ninguém, eu pensei fazer discretas alusões à minha opinião sobre o caso actual de Angola – opinião que aliás precisaria de ser desenvolvida, comentada, explicada, corrigida no seu simplismo jornalístico, para ser verdadeiramente compreendida». Assim, considerada a opinião publicitada, não é «indignidade» verberar, antes facilita a «controvérsia inteligente e o esclarecimento recíproco, a total ou parcial correcção dessa opinião errada». O que, ainda, mais lhe disse natural seria que respeitasse à forma como se via tratado pelos trabalhadores das letras, sujeito a suportar quarentenas de indiferença e guetos de descriminação: «Já não é de agora, aliás, que, pelo facto de ser, em todos os campos, uma obra de heterodoxia, a minha obra literária é vítima de campanhas de silêncio e degradação». De resto, esteve sempre, consciente dos riscos que corria, e continuava a correr, ao querer caminhar «pelos próprios passos», rota resiliente que não abandona: «várias vezes tenho arriscado a minha posição de funcionário público [só se aposentaria em 1962] por assinaturas e actos mais ou menos considerados subversivos pela Situação. Simultaneamente me torno impopular a outras facções, ou delas me vejo odiado, pelo facto de igualmente me recusar a receber-lhes as opiniões feitas». E, melancólico e pessimista, mas resignado à impotência a que o remetem, conclui: «Tão estranho, em suma, se me afiguram estas coisas, tão opressivo quer me volte para um, quer para outro lado, o mundo em que vivo, que já várias vezes me tenho perguntado se não seria tempo de me calar». Ao fim e ao cabo, não deixa de surpreender que, talvez pelo capricho do destino, este homem moral e escritor exemplar,

 

vítima injustiçada da censura e nunca beneficiado pela actividade política, haja sofrido um ataque cardíaco no regresso de um comício eleitoral da oposição, a que fora assistir ao Porto, que o vitimou dois meses depois, a 22 de Dezembro de 1969, na sua casa em Vila do Conde, sua terra natal «espraiada entre pinhais, rio e mar». O 25 de Abril só chegaria um lustro depois. A trajectória, porém, deste escritor de eleição que prezava a liberdade, a autenticidade e os valores morais, cívicos e democráticos, aqui, sumariamente, se procurou oferecer numa exposição documental feita com o rigor e carinho que sua memória merecem.”

Vila do Conde, Maio de 2014.

João Francisco Marques

Encontro Internacional de Jovens Investigadores em Estudos Clássicos

O Centro de Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa está a desenvolver o projecto IN FLORE NOVO, que visa estimular o intercâmbio de doutorandos em Estudos Clássicos e dos seus Professores orientadores entre Portugal, Espanha e Itália. Trata-se, na realidade, da ampliação de uma bem sucedida actividade de intercâmbio de jovens investigadores em Estudos Clássicos da Faculdade de Letras de Lisboa e da Università degli Studi di Bari ‘Aldo Moro’, que teve lugar no ano de 2013 e da qual resultou uma publicação em acesso aberto (aqui). Pretende-se, como na iniciativa de 2013, dar a conhecer e fomentar a discussão dos trabalhos em curso, tirando partido da diversidade de perspectivas e de percursos de aprendizagem dos investigadores, tanto iuniores como seniores; a ocasião prestar-se-á, naturalmente, ao cimentar de relações pessoais e institucionais.

A Faculdade de Letras de Lisboa será a primeira instituição a receber o encontro, etre os dias 20 e 27 de fevereiro, tendo convidado a participar, além da Università degli Studi di Bari ‘Aldo Moro’, a Università degli Studi di Cassino e del Lazio Meridionale, a Universidad de Cádiz e a Universidad del País Vasco. Espera-se que desta iniciativa possa nascer uma rede de universidades interessadas em dar continuidade a um programa de intercâmbio de jovens investigadores com periodicidade regular e nos diversos países-membros da rede.
16487742_405309543154273_8916381317988407330_o

Ana Marta Oscar lança exposição

A mostra, que começa no dia 14 de fevereiro, reúne impressões fotográficas do  conjunto de seis quadros de Ana Marta Oscar , intitulado “Distorção”. As pinturas originais foram feitas em acrílico sobre contraplacado, no ano de 2016.

A artista cria obras que têm a intenção de intrigar a mente do espectador com cores, texturas, formatos e histórias que são um deleite para os olhos.

Distorção estará na Cafetaria da Biblioteca da Faculdade de Letras de Lisboa até o dia 24 de fevereiro.-

construtores-do-imperio

João Paulo Oliveira e Costa lança livro sobre o Império Português

“Ainda há muito por desvendar e reinterpretar sobre o Império Português”

Tema fulcral na História de Portugal, o Império Português serve de base ao novo livro do alumnus da FLUL João Paulo Oliveira e Costa, intitulado ‘Construtores do Império’, e escrito em co-autoria com Vítor Luís Gaspar Rodrigues.

A obra apresenta “doze biografias de personagens que tiveram um papel relevante na construção do Império Português”, explica João Paulo Oliveira e Costa em entrevista ao FLUL Alumni – Memórias Vivas.

O Infante D. Henrique, o Infante D. Fernando e Afonso de Albuquerque são apenas três das personagens retratadas no livro, grupo do qual faz parte apenas uma mulher: D. Beatriz. Ela foi uma “rara representante do sexo feminino para a construção do Império, e grande responsável pelo povoamento sistemático do arquipélago dos Açores”, refere o autor.

João Paulo Oliveira e Costa observa que “a Expansão dos séculos XV e XVI foi predominantemente um processo realizado pelos homens, à excepção do povoamento das ilhas atlânticas”; daí que apenas uma mulher conste na lista das doze personalidades biografadas na obra. Para além disso, o autor revela que “os casos de mulheres que se tenham aventurado nos mares neste período não estão suficientemente documentados”, o que dificulta o processo de escrita biográfica.

Em entrevista ao FLUL Alumni – Memórias Vivas, o autor sublinha que o objectivo foi encontrar um “grupo de indivíduos que fossem complementares, permitindo assim que este livro fosse ilustrativo da maior parte dos tipos sociais e profissionais que participaram neste processo histórico”.

Um processo que não está fechado. Longe disso, garante João Paulo Oliveira e Costa: “sem dúvida que há muito por desvendar e ainda mais para reinterpretar”. Até porque, “este livro procura, inclusive, chamar a atenção para ideias completamente ultrapassadas que persistem nos manuais escolares, como a do ‘fracasso’ de Ceuta e o ‘desinteresse’ de D. Afonso V pelos Descobrimentos”.

Sobre o trabalho de escrita em co-autoria, o autor revela que cada um dos autores escreveu seis capítulos, tendo redigido juntos a introdução. Mas acentua que os dois “têm uma visão muito semelhante da História e da forma como deve ser escrita”, resultando num exercício “estimulante e muito profícuo”.

João Paulo Oliveira e Costa licenciou-se em História na FLUL em 1984, é doutor em História e professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, acumulando ainda com o cargo de director do Centro de História d’Aquém e d’Além-Mar (CHAM).

O livro ‘Construtores do Império’ é uma edição da Esfera dos Livros.

#FLUL #Letras #ULisboa #Alumni #Livros #Lançamento #História

congresso_internacional_fernando_pessoa_2017_programa_versao_final-1

Congresso Internacional Fernando Pessoa 2017

A Casa Fernando Pessoa está a organizar o Congresso Internacional Fernando Pessoa 2017, que terá lugar no auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, nos dias 9, 10 e 11 de Fevereiro.

Trata-se de um programa fundamental para a Casa Fernando Pessoa que tem como uma das suas linhas programáticas-base o apoio à investigação e divulgação do conhecimento científico. Estudantes e desempregados que comprovem a sua situação estão isentos do pagamento. Para professores e seniores há um preço especial.

Veja o programa

Inscrições aqui
Organização e informações: Casa Fernando Pessoa

noticia_study-640x360

Competição de curtas-metragens | Study in Europe

O objetivo do projeto é reunir filmes inovadores, divertidos e originais, que mostrem aos potenciais estudantes o que a Europa tem para oferecer.

As candidaturas dos estudantes poderão ser efetuadas entre 9 de janeiro e 10 de fevereiro de 2017 e o vencedor receberá um prémio no valor de 150,00€.

O painel de seleção inclui representantes da Comissão Europeia, Associação de Cooperação Académica, Fundação Archimedes, British Council, Campus França, DAAD e EP-Nuffic.

Informação adicional poderá ser consultada em: Study in Europe project e Study in Europe website.