Ciclo Cinema na Reitoria – 3ª edição

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A Reitoria da Universidade de Lisboa organiza o evento “Cinema na Reitoria”, um ciclo de cinema com a coordenação de Lauro António, sob o tema “AMÉRICA, AMÉRICA, PARA ONDE VAIS?” entre 15 de março de 2017 e 5 de julho de 2017.

“(…) numa altura em que tanto se fala dos EUA, de Donald Trump, da nova orientação política da Casa Branca, da América dividida a meio pelas votações entre Republicanos e Democratas, nas manifestações diárias de “Resistência”, de ameaças de racismo e xenofobia, de perseguição e de apelo ao ódio, de generosa recetividade e igualdade de tratamento, de cosmopolitismo e ruralidade, de intelectualidade e operariado, de Texas e Califórnia, de Michigan e Nova Iorque, de uma nação tão diversificada e multíplice no seu passado, presente e futuro.” – Lauro António

As sessões realizam-se semanalmente, às quartas-feiras, entre 15 de março de 2017 e 5 de julho de 2017 com uma apresentação do filme, no início.

Entrada livre, mas sujeita à capacidade da sala.

Confira a programação aqui

Organização e informações: nucleocultural@reitoria.ul.pt

A FLUL vai à Escola

Entre janeiro e julho, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) estará mais perto dos alunos do ensino secundário e, de Norte a Sul do País, não irão faltar oportunidades para tomar contacto com a oferta educativa da Faculdade. Este ano, a FLUL integrará cerca de 30 Feiras de Orientação Vocacional em Escolas, três Feiras de Educação e Formação de âmbito nacional e participará, ainda, na 2.ª edição da Mostra Científica da ULisboa: Descobre a ULisboa. Para que os alunos possam, também, ter oportunidade de conhecer a Faculdade de Letras, in loco, a FLUL abrirá as suas portas à comunidade para um Dia de aulas abertas, uma experiência que proporciona a alguns dos estudantes que, anualmente, participam nesta iniciativa anual, o seu primeiro contacto com o Ensino Superior. A encerrar o ano lectivo, a Faculdade receberá os alunos do ensino secundário na 4.ª edição do Verão na ULisboa, durante uma semana preenchida com várias actividades relacionadas com as Humanidades.

Entre janeiro e maio, e em contacto directo com estudantes e professores, a FLUL terá a oportunidade de esclarecer, orientar percursos e, em muitos casos, motivar alunos para a frequência do Ensino Superior. O roadshow de Feiras de Orientação Vocacional promovidas pela Inspiring Future- Descobre o teu futuro, junto das comunidades académicas de Escolas Secundárias, terá início já na próxima semana e contará com a presença dos Embaixadores FLUL em estabelecimentos de ensino público e privado dos distritos de Lisboa e Setúbal (veja, aqui, o calendário deste roadshow)

Dirigida a quem já completou uma licenciatura ou mestrado, a segunda edição da Feira de Mestrados e Doutoramentos- Unlimited Future, decorrerá no dia 16 de fevereiro, na Alameda da Universidade, em Lisboa (Cidade Universitária), onde a Faculdade de Letras estará presente para esclarecer os interessados nos seus cursos de 2.º e 3.º ciclo.

Descobrir a Universidade de Lisboa foi o desafio lançado pela Mostra Científica da ULisboa- Descobre a ULisboa, em 2016, que depois da sua primeira edição no Pavilhão de Portugal, volta a convidar alunos, professores e público interessado, a conhecer os mais variados enigmas do conhecimento através de uma viagem exploratória e a conhecer um pouco das suas 18 Escolas. A Faculdade de Letras marcará presença nesta segunda edição da Mostra, que decorrerá entre os dias 8 e 11 de março no Picadeiro do Museu de História Natural e da Ciência da ULisboa.

Também pelo segundo ano consecutivo, a Faculdade de Letras repetirá a sua participação na mais importante Feira de Educação realizada no norte do país: a Qualifica– Feira de Educação, Formação, Juventude e Emprego que acontecerá entre 16 e 19 de março, na Exponor (Matosinhos). O mês de março terminará com a habitual presença da Faculdade de Letras na Futurália – Feira de Educação, Formação e Orientação Educativa que decorre entre 29 de março e 1 de abril, na Fil – Feira Internacional de Lisboa, no stand da ULisboa, a maior iniciativa nacional neste âmbito.

No dia 20 de abril, a FLUL abrirá portas à comunidade no Dia Aberto da FLUL. As aulas abertas darão o mote a este dia, mas as actividades científicas, as visitas guiadas, entre muitas outras actividades, estarão disponíveis para todos os interessados que queiram conhecer a Faculdade na primeira pessoa.

Com a chegada do Verão, a ULisboa propõe mais uma semana de actividades destinadas aos alunos do ensino secundário. A terceira edição do Verão na ULisboa decorrerá em julho de 2017 e integrará várias Escolas da ULisboa. Com o objetivo de aproximar os participantes às diversas áreas científicas, a Faculdade de Letras irá apresentar um programa com várias actividades práticas em torno das Letras, inteiramente dedicado a jovens alunos do ensino secundário.

Workshop de Fotografia de Teatro – FATAL

O Movimento de Expressão Fotográfica – MEF em colaboração com a Reitoria da Universidade de Lisboa, promove um Workshop de Fotografia de Teatro, para a cobertura fotográfica completa do Fatal – 18º Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa.

O Workshop é composto por uma componente teórica de fotografia de cena e por uma parte prática a realizar ao longo de todo o festival. A parte prática é composta por fotografia dos espectáculos que vão fazer parte do festival e por fotografia de reportagem do ambiente que envolve todo o festival.

Serão criadas equipas de trabalho para a cobertura do festival, sendo estas coordenadas no terreno pela formadora Tânia Araújo e em sala de aula pelo formador Luís Rocha.

Inscrições até dia 17 de abril.

Datas de formação: De 18 de Abril a 18 de Maio de 2017

Mais informações aqui

A Rússia no Acervo da Biblioteca da FLUL

Numa iniciativa do Centro de Línguas e Culturas Eslavas da Universidade de Lisboa, em parceria com a Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e com o apoio da Embaixada da Federação Russa em Portugal, realiza-se a presente exposição, intitulada «A Rússia no Acervo da Biblioteca da FLUL”, que decorre entre 20 e 31 de março de 2017, na Galeria da Biblioteca da FLUL.

Esta exposição desenvolve-se no âmbito da Semana de Língua e Cultura Russas da FLUL, em comemoração dos 40 Anos de Ensino de Russo, pretendendo ilustrar a vasta e diversificada bibliografia sobre a Rússia, disponível nesta biblioteca.

Tratando-se apenas de uma amostra das inúmeras obras sobre o tema, a organização e seleção da exposição teve por base a inclusão de diferentes áreas de estudo, nomeadamente:

  • Literatura e Teoria da Literatura;
  • Didática e Metodologia de Ensino;
  • Filosofia;
  • Tradução;
  • Ciência Política;
  • Artes;
  • História;
  • Estudos Biográficos;
  • Religião;
  • Geografia.

Quanto ao ano de publicação, a exposição integra obras desde os anos 40 até à contemporaneidade.

Importante será referir que a maioria das obras ligadas à Rússia no acervo da Biblioteca da FLUL foi adquirida nos últimos anos, em parte graças à doação por parte de instituições, destacamos aqui a enorme doação do espólio da Associação Iurii Gagarin.

 

cartaz exposição da biblioteca

Programas de Bolsas de Mobilidade da AUIP: candidaturas abertas até 31 de março

No âmbito da Asociación Universitaria Iberoamericana de Postgrado (AUIP), instituição da qual a Universidade de Lisboa é associada, encontram-se abertas candidaturas para o Programa de Mobilidade Académica Internacional entre as instituições associadas da AUIP e para Bolsas de Mobilidade entre Universidades Andaluzes e Iberoamericanas.

Os dois programas de bolsa são dirigidos a professores e investigadores, gestores de programas de pós-graduação e de doutoramento, estudantes de pós-graduação e de doutoramento, bem como a outros interessados em ingressar em cursos de pós-graduação durante o ano em curso.
A AUIP tem como objetivo principal contribuir, sob um critério de elevada qualidade académica, para a formação de professores universitários, e de profissionais, com níveis de pós-graduação e doutoramento, em função das necessidades de desenvolvimento da Comunidade Iberoamericana e de cada país membro. As iniciativas incluem-se no plano de acção da Associação Universitária Iberoamericana de Pós-graduação, especificamente no que diz respeito ao fomento dos estudos de pós-graduação e doutoramento.

Consulte informações adicionais no website da AUIP.

“Existia entre mim e o Zeca Afonso uma verdadeira fraternidade que me marcou para a vida.”

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São páginas sobre alguém que partiu, mas que o livro agora publicado quer ajudar a perpetuar. Zeca Afonso – O que faz falta: Uma memória plural, da autoria de José Jorge Letria, traça um perfil a várias mãos. O autor, alumnus do curso de História da FLUL e actual Presidente da Sociedade Portuguesa de Autores, escreve em modo biográfico o percurso do cantautor, e outras 22 personalidades complementam a informação em testemunho.

Numa conversa sobre a obra agora publicada pela editora Guerra e Paz, descobrimos episódios sobre Zeca Afonso perdidos no tempo: ele que partilhava a “azia” com José Jorge Letria, e a quem o alumnus da FLUL dava guarida depois das aulas de judo.

– “Este é um livro sobre José Afonso, sobre a sua vida e a sua obra.” Começa assim o livro Zeca Afonso – O que faz falta: Uma memória plural. Ficou tudo escrito ou ainda há muito por revelar?

José Jorge Letria (JJL): Na realidade nunca fica tudo escrito. Há sempre, mesmo com base num intenso exercício de memória, mais coisas para descobrir e dizer, porque o talento de José Afonso era imenso e a sua vida dava pelo menos um grande livro, com ficção e tudo. Foi uma vida de luta, sofrimento e combate. Única.

– O livro pode ser dividido em duas partes: a descrição do trajecto pessoal e profissional do cantautor, e os 22 testemunhos que a compõe. Uma parte completa a outra?

JJL: Uma parte completa, claramente, a outra. Os testemunhos na sua diversidade, cobrem todos os aspectos da vida de José Afonso em Coimbra, no Algarve, em Setúbal, no mundo e no seu tempo.

– É um lado desconhecido de Zeca Afonso aquele que ficamos a conhecer na obra.

JJL: O lado desconhecido é-nos dado pela totalidade que os depoimentos representam, de Luís Goes a António de Almeida Santos, passando pelos seus contemporâneos no final dos anos 50 e 60 do século XX. Valem pelo que são na totalidade.

– Também o José Jorge Letria viveu com ele muitas histórias…

JJL: Sim! Um dia íamos no carro conduzido pela Zélia, mulher do Zeca, a caminho de Santiago de Compostela. Já perto da fronteira norte de Portugal, abrimos a mala do carro e descobrimos que transportávamos alguns milhares de panfletos denunciando as condições em que se verificara o assassinato de Amílcar Cabral. Se nos apanhassem com eles, seríamos logo detidos. O Zeca era mesmo assim: distraído, combativo, corajoso e sempre imprevisível. Mas era ele! E era imensa nossa amizade e a nossa admiração por ele.

– Foi fácil decidir quem incluir neste livro para dar o seu testemunho? Ouviu alguns “nãos”?

JJL: Por acaso não enfrentei respostas negativas quando pedi os depoimentos, mas somente um ou dois casos de reserva de pessoas que não sabiam bem o que haviam de dizer e que fosse relevante. Quando falamos do Zeca e quem pede os depoimentos é credível, é sempre difícil dizer que não. E ainda bem.

– Como é que conheceu Zeca Afonso?

JJL: Conheci o Zeca em Novembro de 1968 num convívio de estudantes na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde eu era aluno. O Zeca apareceu e eu fiquei comovido por estar ali com ele. Tinha comigo a viola e ia cantar ao seu lado. Isso aconteceu. O Zeca gostou do que ouviu. Ficámos em contacto e na semana seguinte eu já estava, longe dali, no mesmo palco que ele. Tornámo-nos grandes amigos, como bem sabe quem então nos acompanhou. Foi assim, com muita intensidade e risco, nos anos seguintes, incluindo o 25 de Abril e tudo o que a data representou para nós.

– E a partir daí, foram mantendo a proximidade…

JJL: Mantivemos um forte contacto regular, todas as semanas, quase todos os dias. Tornámo-nos amigos num dia a dia intenso e imprevisível. Também falávamos muito ao telefone. Ele vinha a Lisboa fazer judo ao Judo Clube de Portugal e por vezes pernoitava na minha casa para não ter de ir para Setúbal de madrugada. Existia entre nós uma verdadeira fraternidade que me marcou para toda a vida.

– Zeca Afonso, que lhe chega a dedicar um “poema-carta” quando estava na prisão de Caxias.

JJL: O poema que ele me dedicou é dirigido ao Zé Letria que também sofre de azia e é um pouco surreal e certeiro, tanto do ponto de vista social como político. Ambos sofríamos desse incómodo diário. Foi-me entregue depois de ele ser libertado. Pode ser lido no livro com os seus textos e canções.

– Ainda é preciso fazer muito para destacar a importância de Zeca Afonso para a sociedade e cultura portuguesas?

JJL: É sempre preciso fazer muito, portanto mais, para que a sua obra esteja presente e não se limite a ser um referencial de memória. Para que tal aconteça é necessário que a sua obra discográfica seja reeditada e esteja acessível, sem depender da situação das editoras discográficas, na maior parte dos casos extintas. Mas isso implica um programa, uma acção concertada e equilibrada, com o indispensável apoio dos poderes públicos. A Sociedade Portuguesa de Autores está disponível para apoiar este processo, caso ele evolua no sentido justo.

– Em que ponto está a conversação com o Ministério da Cultura sobre a reedição da obra discográfica de Zeca Afonso e sobre o estatuto de património cultural?

JJL: O Ministério da Cultura apenas pode, segundo sei, apoiar a declaração de interesse cultural, mas esse acto não depende da Sociedade Portuguesa de Autores nem dos cantores que foram companheiros do Zeca em discos e nos palcos. É preciso uma acção e uma decisão política que nos transcende e desafia. Espero que tal se concretize.

Ciclo de Cinema Alemão de 6 a 27 de março

O Ciclo de Cinema Alemão dirige-se a todos os alunos e docentes da Faculdade de Letras e apresenta filmes atuais sobre uma geração de jovens decididos a mudar o rumo da Europa.

No documentário “Democracia – Na onda dos dados”, o protagonista Jan Philipp Albrecht, deputado do partido alemão Os Verdes, está no centro de uma luta política para a proteção dos dados dos cidadãos na sociedade digital.

O filme “Oh Boy” leva-nos numa viagem de um jovem estudante que abandona a universidade e deambula por Berlim, a vibrante capital da Alemanha.

“Lessons of a dream” conta a história real de Konrad Koch, um professor que trouxe o futebol para a Alemanha. Numa altura em que este desporto não era aceite no meio escolar, Konrad Koch consegue lutar contra todos os obstáculos e contagiar os seus alunos com a febre do futebol.

Murnau, Pabst, Lang, Sternberg, Lubitsch ou Wilder são bem conhecidos como estrelas do cinema alemão dos anos vinte e trinta. Na sua primeira obra, “From Caligari to Hitler”, o crítico de cinema Rüdiger Suchsland homenageia a riqueza e a diversidade da obra cinematográfica dessa época que considera profundamente marcada por um “fascínio com assassinatos, violência, manipulação e hipnose”.

Para mais informações: conrad.schwarzrock@letras.ulisboa.pt

 

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Colóquio: Estética e Ética da Paisagem, dia 20

Colóquio realizado no âmbito da Linha de Investigação de Filosofia e Arquitetura da Paisagem durante o qual serão apresentadas algumas perspetivas de jovens investigadores sobre a Estética e a Ética da Paisagem.

No final do colóquio, às 18h, realizar-se-á a entrega do Prémio Prof. Doutor Joaquim Cerqueira Gonçalves, para alunos do 1º ciclo/ curso de Licenciatura (2016), distinção atribuída pela Revista Philosophica, uma publicação do Departamento de Filosofia da FLUL e do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Veja o programa aqui

Entrada livre, sujeita aos lugares disponíveis.

Organização: Maribel Mendes Sobreira

Comissão cientifica: Adriana Veríssimo Serrão

Para mais informações: filosofiadapaisagemflul@gmail.com

 

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Prêmio Universidade de Lisboa 2017

Até 27 de março de 2017 estão abertas as candidaturas para o Prémio Universidade de Lisboa (ULisboa) 2017.

Instituído com o apoio da Caixa Geral de Depósitos, o Prémio ULisboa tem como objetivo distinguir e premiar uma individualidade de nacionalidade portuguesa ou estrangeira, que tenha contribuído de forma notável para o progresso e o engrandecimento da Ciência e/ou Cultura e para a projeção internacional do país.

O Prémio ULisboa é atribuído anualmente, por deliberação de um júri, cujo presidente é o Reitor da Universidade de Lisboa. O montante global do prémio pecuniário é de 25.000,00 €.

Regulamento e Ficha de Candidatura (PDF)

Folheto (PDF)

Para mais informações contacte premioul@ulisboa.pt ou 210 170 141.

Vita Contemplativa 2017: Práticas Contemplativas e Cultura Contemporânea

Um dos fenómenos mais significativos da atualidade é a redescoberta das práticas contemplativas tradicionais pela civilização ocidental, não só nos seus originais contextos espirituais e religiosos, mas também pela cultura laica, verificando-se a sua crescente difusão não só na sociedade em geral, mas também em vários contextos mais específicos como a educação e o ensino, o mundo empresarial, os cuidados de saúde, as prisões e os projetos de transformação social.

O Colóquio a realizar-se no dia 20 de março, pretende refletir sobre este fenómeno da redescoberta das práticas contemplativas pela cultura contemporânea, aprofundando as suas origens, natureza e consequências em termos do devir desta cultura e da própria civilização ocidental globalizada, num momento de evidente crise do seu paradigma dominante.

Comissão Organizadora:

Fabrizio Boscaglia
Paula Morais
Paulo Borges

Entrada Livre.
Para mais informações: coloquiovitacontemplativa@gmail.com

 

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